quinta-feira, 10 de junho de 2010

Um sol diferente

Neste dia eu lhe desejo um sol diferente.

Que apesar de todas as dificuldades,
apesar de algumas tristezas que insistem,
que mesmo com essa montanha erguida,
o sol possa ser seu presente mais doce.

Desejo ao seu coração o querer que ele quer.
Que nas palavras que ele sussurra dentro do seu peito,
sejam ouvidas aquelas que têm sabor de liberdade.
Que você esteja atendo para o sopro da sua vontade real,
e jamais desista dos seus passos em direção à verdade.

Desejo que sua percepção acorde mais plena
no calor de um sol novo e renovador.
Que ele lhe encoraje às atitudes
que estão querendo respirar.
Aquelas que sempre são substituídas,
Aquelas que não se arrojam
por ter os pesos de conceitos por demais antigos.

Desejo que você aceite seu tempo, seja ele qual for.
Que sinta serenidade na espera necessária
para que a semente plantada brote no tempo certo.

Desejo então que sua flor seja inteira,
e mesmo que inicialmente pequena e frágil,
ela lhe traga as luzes de uma estrada azul.

Que sua sabedoria esteja desperta aguardando com
tranqüilidade o desabrochar da sua flor.
Em paz, em cadência ritmada
com o aprendizado que vem chegando.
Em mais suaves permissões a você.
Em muito mais reconhecimento da sua coragem.

Desejo a você um sol diferente.

Espalhando seu sorriso pela densidade das nuvens,
simplificando o aspecto complicado de alguns momentos
e mostrando-lhe a fonte essencial para sua sede.

Desejo que a cada instante você desnude mais seu coração
e deixe que nele vibre em tom maior: O AMOR .

O amor na sua expressão mais simples.
Que não mede, não faz contas
e que tem o poder de lhe erguer
acima de todas as montanhas escuras

terça-feira, 8 de junho de 2010

 O ANJO DE MÁRMORE
Um menino passava diante da casa do escultor Michelangelo,
quando o viu carregando um pesado bloco de mármore.
               - O que vai fazer com este bloco? – perguntou ele.
               - Vou descobrir o Anjo que esta lá dentro- respondeu Michelangelo
O menino ficou olhando em silêncio por alguns instantes e em seguida foi embora.
Algumas semanas depois, retornou ele a casa do escultor, e quis saber.
               - E então, o senhor conseguiu descobrir o Anjo?
Michelangelo sorriu para o menino e responde-lhe.
               - Simplesmente fui quebrando cuidadosamente o mármore
e retirando tudo o que não era Anjo, e por fim, só sobrou o Anjo.
               - Puxa! Gostaria muito de ser também um escultor como você
– comentou o menino sem mover os olhos da escultura.
Abraçando o garoto, Michelangelo falou serenamente.
               - Neste mundo somos todos escultores, e a nossa nobre tarefa
é lapidar a pedra bruta da vida e descobrir o Anjo que há dentro de cada
um de nós, mas este é um trabalho que exige muita paciência e dedicação,
pois não adianta tentarmos acelerar o processo, porque senão a peça pode
trincar, ou até mesmo se partir e então,o trabalho estará comprometido.
Precisamos remover com cuidado, os pedaços de mármore que não nos
servem, que são nossos medos, nossas dúvidas e nossos preconceitos,
porem as vezes mesmo embora estejamos sendo perseverantes em
alcançar nosso objetivo, parece que os nossos esforços não estão
resultando em nada. Tudo o que vemos diante de nós, é mais pedra
para ser removida. Mas, o bom escultor sabe que aos poucos é que
a gente vai lapidando a vida, e a vida vai lapidando a gente, até que
um dia o Anjo aparece, e a obra é finalmente concluída.
                                     Com carinho
                                                                           Beth.